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Last edited by Antonio Jose Rocha
July 24, 2020 | History

Joaquim Murale

Joaquim Murale, pseudónimo literário de António José Rocha, nasceu na cidade de Estremoz, Alto Alentejo, em 18 de março de 1953.

Aos catorze anos de idade, acompanhando a família na busca de melhores condições de vida, migrou para os concelhos periféricos da capital. Atualmente reside em Lisboa.

Iniciou a vida profissional com dezasseis anos. Após cerca de duas décadas de interrupção na vida estudantil, entrou, aos quarenta anos, no ISPA-Instituto Superior de Psicologia Aplicada, onde se licenciou em Psicologia Social e das Organizações. Entre 2000 e 2002 realizou uma pós-graduação em Consulta Psicológica e Psicoterapia. É cooperador da SPA-Sociedade Portuguesa de Autores desde 1979. Em 2016 desvinculou-se da APE-Associação Portuguesa de Escritores, da qual havia sido membro desde 1978.

Adquiriu muito novo o gosto pela leitura que, na sua cidade natal, exercitava graças às bibliotecas itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian. A sua juventude e a entrada na idade adulta coincidiram com os últimos anos do Estado Novo. O ambiente de trabalho, os meios estudantis e a existência da guerra colonial colaboraram na formação da sua consciência política.

Toda a sua obra manifesta a preocupação de intervir no momento atual. A sua escrita percorre os caminhos do Realismo na medida em que se assume como agente transformador da realidade a favor do sonho e do novo, recusando-se a ser um olhar meramente fotográfico, contemplativo, lamentoso e passadista.

O seu estilo reflete uma grande economia de meios através de uma assinalável capacidade de síntese e fluência nos diálogos. A sua escrita cinge-se ao indispensável, sem quebras nem tempos mortos, quer na apresentação dos quadros, quer no desenho das personagens, em que a vertente psicológica se sobrepõe.

As suas peças “Ao Atiçar do Lume”, “Até às Cinzas”, “Diálogos da Sala de Fumo” e “Para Romper o Cerco” foram levadas à cena por diversos grupos de teatro, profissionais e amadores, de norte a sul do país.

Vários espetáculos foram ainda construídos com inclusão de excertos de algumas das suas peças, como são os casos de “O Silêncio da Multidão”, colagem e adaptação de José Maria Dias e Kevin Moore de textos de Daniel Filipe, Joaquim Murale e Adele Adelach, com encenação de Kevin Moore e representação pelo Teatro Estúdio Fontenova, de Setúbal, e “Cântico Triste à Liberdade Perseguida”, adaptação e encenação de José Manuel Fazenda de textos de M. L. Martins Marcelo e Joaquim Murale, levado à cena em Paris pela Compagnie Espace-Temps.

Na Galiza, no ano 2013, foi construída a peça “Fervenza Onírica”, que bebeu da obra de vários autores, de entre os quais Neira Vilas, Celso Emilio Ferreiro, Joaquim Murale, Castelao, Núñez Singala, Rosalía de Castro, Albert Camus e Osvaldo Dragún. Este espetáculo — da responsabilidade de Aula de Teatro do I.E.S. Antón Losada Diéguez, “Avelaíñas Teatro”; Obradoiro Municipal de Teatro de Palas de Rei; Aula de Teatro do C.P.I. de Touro — viajou por regiões de Espanha e de Portugal, pisou palcos e, como animação à leitura, visitou escolas e bibliotecas.

A Associação de Teatro Paulo Claro — Rapazes d’Aldeia, de Glória do Ribatejo, levou ao palco “Oh Atear do Lume”, uma adaptação ao dialeto local da peça “Ao Atiçar do Lume”, com que aquele grupo teatral assinalou a passagem de quarenta anos sobre o 25 de Abril.

“Ao Atiçar do Lume” foi ainda distinguida no Concurso para Peças de Teatro Inéditas para Espectáculo Não Inteiro organizado pela Secretaria de Estado da Cultura de Portugal no ano de 1979.

[do 'site' escritores.online: https://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=3276]

Born 18 March 1953

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